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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

JUROS FUTUROS

A grosso modo os PU´s dos títulos públicos são inversamente proporcionais às taxas de juros. Como as taxas de vencimento mais longos estão caindo mais acentuadamente que as mais curtas, os títulos públicos mais longos estão se "valorando" mais que os de taxas mais curtas. Abaixo um gráfico com algumas taxas de juros do DI futuro com vencimento em 2017 (vermelho), 2018 (verde), 2019 (lilás), 2021 (roxo) e 2030 (preto).





quarta-feira, 20 de abril de 2016

INFLAÇÃO X TAXA DE JUROS

Nos registros gráficos abaixo podemos acompanhar o recuo da inflação medida pelo IPCA, acompanhada da reversão da tendência dos juros futuros DIF17 e mais abaixo a meta Selic em 14,25 desde jul/15.

Qual a serventia disso tudo? Juntando com a informação do pibinho, podemos estar frente a um período interessante para investir nos títulos Tesouro IPCA...




Á título de ilustração , abaixo a variação do tesouro IPCA 35 entre 04/01 ate 20/04 deste ano, uma valorização de +27,94% (bruto, sem contar IR nem taxas).



O IBOV no mesmo período valorizou +27,27%, ou seja, bem próximo da renda fixa só que com risco de bolsa. Não podemos esquecer que essa alta ocorreu não pela melhoria nos fundamentos da economia/das empresas , mas sim, muito em função da política, do chamado "rally do impeachment".



Outro dado interessante, é que um título vencendo em 2035 e pagando 6,32%aa de juros reais significa que o capital dobra aproximadamente a cada 11 anos e 5 meses, ou seja, no período de vencimento até 2035 o capital pode dobrar de valor 1,5x. Falando em números, uma aplicação de R$10.000,00 dobra nos primeiros 11 anos para R$ 20.000,00... para R$ 30.000,00  no período seguinte (números arredondados/aproximados exclusivamente para fins ilustrativos, sem IR nem taxas), isso em termos reais, além da inflação. Que outro lugar do mundo te dá essa colher de chá ?

Think About It !!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

RENDA FIXA x RENDA VARIÁVEL

Vejo muito comentário do pessoal sobre renda variável, sobre investimento em ações, opções, índice, dólar etc. Muitos posts nas redes sociais, grupos abertos, grupos fechados sobre o assunto inundam as páginas do facebook, por exemplo. 

Aí você lembra o pessoal que eles vivem num país com uma das maiores taxas de juros reais do mundo e que portanto o investidor pode e deve se aproveitar disso, só que nesse mesmo momento você vira alvo de comentários dos "experts das contas demo" tirando sarro. 

Esse post não tem intenção de despertar nada além da curiosidade e quem sabe ajudar o pessoal a abrir suas carteiras de investimentos para novos horizontes. 

Acredito que a imagem abaixo tem muito a falar por si só, mas para refrescar a memória, o período em destaque (20/03/14 a 03/09/14) engloba a fase pré-eleição, durante o qual a taxa de juros (Selic) saiu de 10,75%aa sendo "mantida" em 11%aa até a eleição. A alta da Selic voltou a ocorrer em 29/10 (3 dias após a eleição da presidente em 26/10) passando para 11,25%aa chegando nos atuais 14,25%aa em 29/07/2015.

A título de comparação, o Ibovespa nesse mesmo período saiu de 47.278 pontos para 61.837 pontos, ou seja, uma variação de +30,79%. (resultado bruto, sem considerar custos nem impostos). 

O Título Tesouro IPCA +2035 saiu de um preço P.U. de 563,52 para 850,20, ou seja, uma variação de +50,87% (resultado bruto, sem considerar custos nem impostos).

A fim de obter esses resultados, ou próximo disso, é necessário estudar, conhecer como é a precificação dos títulos públicos, saber identificar qual momento econômico estamos vivendo, a fim de escolher o título mais adequado, senão pode ter surpresas desagradáveis caso necessite fazer saques antes do vencimento dos mesmos. Clicando aqui será direcionado para um quadro resumo (simples) da teoria por trás da escolha dos títulos públicos.

Depois de ver esses números, você até pode manter seu dinheiro na poupança, mas não poderá mais dizer que não existe investimento melhor em se tratando de renda fixa e nem que renda fixa não é tão atraente quanto a bolsa.


    Tesouro IPCA 2035
    Fonte: http://tdireto.com/graficos.php


    IBOV


quarta-feira, 11 de junho de 2014

TÍTULOS PÚBLICOS - TESOURO DIRETO

Resumo com fins didáticos sobre os títulos públicos oferecidos  no site do Tesouro Direto. Para informações oficiais consulte sempre o site :  https://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto .



No geral, os títulos públicos podem ser considerados investimentos de renda fixa para aquele investidor que ficar com o título até o vencimento. Assim, receberá a taxa prá-definida (no caso dos títulos pré) ou a variação do indexador escolhido (títulos pós e mistos).

Para não ter surpresas, o investidor deve estudar e definir qual título é mais indicado para o seu perfil, necessidades e objetivos antes de investir. Descubra mais no tópico VAriação dos Preços dos Títulos (no final) ou em  http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/perfil_investimento_novosite.asp



CUSTOS



As alíquotas de imposto de renda são aplicadas sobre os rendimentos na venda antecipada, nos vencimentos dos títulos e no pagamento de cupons ocorridos nos intervalos de tempo indicados, após a aplicação inicial.

IOF
Além do IR tem também o IOF regressivo para movimentações antes de 30 dias da aplicação, mas estes não incidem nos cupons de juros.




TAXA DE CUSTÓDIA
Há também a taxa de custódia de 0,30% a.a. sobre o valor dos títulos, cobrada pela BMF&Bovespa, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Esta taxa é provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2). Por ser provisionada diariamente, é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é cobrada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia.

TAXA DA CORRETORA
Pode haver também uma taxa cobrada pela corretora, que pode ser cobrada anualmente e/ou por operação. Se informe antes de investir pois isso pode impactar nos seus resultados finais. Há corretora que cobram mais e outras que até isentam essas taxas. ara saber quais são pesquise em :  http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos_novosite/consulta_ranking.asp


VARIAÇÃO DO PREÇO DOS TÍTULOS
De um modo geral, um aumento na taxa de juros de mercado faz o valor dos títulos públicos diminuírem e quando as taxas de juros caem o valor dos títulos sobe. 




Por conta disso o investimento em títulos públicos podem ser considerados de renda fixa se o investidor carregar os títulos até o vencimento. Caso contrário, no momento do resgate antecipado ele pode ter uma rentabilidade acima ou até abaixo do contratado. O investidor deve estudar e entender melhor a dinâmica de formação dos preços dos títulos antes de investir. Para aqueles que querem conhecer um pouco mais tem material no próprio site do Tesouro : 

http://www3.tesouro.gov.br/legislacao/download/divida/decretos/Bonds_Versao_portugues_atualizado_Revisado.pdf  

ou


 http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/download/precificacao.pdf

ou

http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/download/edesp_ima_tpf.pdf


Aqui fica a recomendação para um curso que achei bem interessante com possibilidades de troca de idéias além de tirar dúvidas: http://carteirarica.com.br/renda-fixa-e-curso-tesouro-direto/


TÍTULOS DISPONÍVEIS PARA COMPRA
Os títulos disponíveis para compra e seus respectivos preços, vencimentos e taxas estão disponíveis em: http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos_novosite/consultatitulos.asp



RENTABILIDADES
As rentabilidades diárias, mensais e anuais dos títulos podem ser acompanhadas na página: 
http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade_novosite.asp



HISTÓRICO DE PREÇOS E ESTATÍSTICAS
O histórico de preços, taxas bem como estatísticas dos títulos públicos do tesouro direto podem ser baixados em planilha excel  no link: https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/balanco-e-estatisticas



Bons investimentos.


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sábado, 1 de fevereiro de 2014

IBOV - Semana 5 - 2014

Apesar de ter fechado a sexta-feira em alta de 0.83%, aos 47.638 pontos, o índice IBOV acumulou queda de -7.51% no mês. Pior janeiro desde 1995 (quando índice caiu -10.77%), posto este antes ocupado por jan/2005 quando o índice caiu 7.05%.



Enquanto a maioria dos índices estão em queda em direção a fundos anteriores, os relacionados a imóveis já os perderam (circulados).




Alguns dos papéis que mais se valorizaram este ano foram: BTOW3 (+52%), HRTP3 (+27%), OIBR3 (+27%), OGXP3 (+25%) e COCE5 (+14%).

Alguns dos papéis que foram destaque na queda este ano: LCAM3 (-30%), SLED4 (-23%), CSNA3 (-22%), PMAM3 (-19%) e RAPT4 (-19%).

O Ouro 250g BMFBovespa (OZ1D) valorizou-se 6.73%.

A moeda norte americana, como era de se esperar, valorizou-se (2.16%). No gráfico abaixo, pode-se ver que o dolar vem se valorizando desde set/11 e a alta nos últimos 3 meses superam 10.5% . Ainda restam cerca de USD 3 tri de incentivos a serem removidos do mercado pelo FED. Vocês acham que isso fará o dolar se valorizar? Para ajudar no raciocínio lembre da lei da Oferta x Procura, quanto menor oferta (de dolar) para uma mesma demanda os preços tendem a subir. Vamos acompanhando e olhando os fundos de câmbio nos bancos que cobram baixa taxa de administração e performance, como os do Bando do Brasil por exemplo.






Alguns títulos públicos brasileiros já pagam 7% de juros reais (acima da inflação) e 13% nos títulos pós fixados.

Realmente está parecendo que esse ano vai ser da renda fixa e do dólar.

Destaques Positivos da Semana

  • Início da temporada de divulgação de resultados 4T13.
  • B2W (BTOW3) recebe investimento do Fundo Tiger Global  e do grupo controlador o 3G (R$ 2.38bi).
  • A Providência (PRVI3) informou na véspera a venda de 71,25% do seu capital para o grupo americano Polymer
  • Última reunião do FED com Bem Bernanke como presidente e o tapering continua. Novo corte de USD 10bi na recompra de bonds americanos. Agora serão injetados “somente” USD 65Bi/mês e no próximo terá mais cortes. Ainda restam cerca de USD 3 tri a serem removidos do mercado.
  • Foi relatado a menor taxa de desemprego de toda a série histórica (desde mar/02).
  • Continua a disputa pelo controle da HRTP entre Tanure e Discovery.
  • BM&F Bovespa concluiu seu programa de recompra de ações com 5 meses antes do fim do prazo (jun/14) e encaminhou ao Conselho proposta de novo programa de recompra.



Destaques Negativos da Semana

  • Relatório Focus da semana teve mais previsões “pessimistas”: mais inflação (IPCA >6%), menos crescimento do PIB (<2%) e taxa de juros mais caras (Selic 11%).
  • VIX (indicador do “medo”) subiu semana passada 45.8% e nesta semana mais um pouco (1.49%) fechando a 18.41.
  • Governo chinês teve de socorrer uma trust e uma mina de carvão (quebradas).
  • Onda de suicídios de banqueiros (da Russel Investiments, do JP Morgan europeu, e de ex- Deutsche Bank)
  • Reservatórios das hidrelétricas até não estão tão baixos como no ano passado, mas consumo aumentou e demanda das térmicas está aumentando.