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quarta-feira, 20 de abril de 2016

INFLAÇÃO X TAXA DE JUROS

Nos registros gráficos abaixo podemos acompanhar o recuo da inflação medida pelo IPCA, acompanhada da reversão da tendência dos juros futuros DIF17 e mais abaixo a meta Selic em 14,25 desde jul/15.

Qual a serventia disso tudo? Juntando com a informação do pibinho, podemos estar frente a um período interessante para investir nos títulos Tesouro IPCA...




Á título de ilustração , abaixo a variação do tesouro IPCA 35 entre 04/01 ate 20/04 deste ano, uma valorização de +27,94% (bruto, sem contar IR nem taxas).



O IBOV no mesmo período valorizou +27,27%, ou seja, bem próximo da renda fixa só que com risco de bolsa. Não podemos esquecer que essa alta ocorreu não pela melhoria nos fundamentos da economia/das empresas , mas sim, muito em função da política, do chamado "rally do impeachment".



Outro dado interessante, é que um título vencendo em 2035 e pagando 6,32%aa de juros reais significa que o capital dobra aproximadamente a cada 11 anos e 5 meses, ou seja, no período de vencimento até 2035 o capital pode dobrar de valor 1,5x. Falando em números, uma aplicação de R$10.000,00 dobra nos primeiros 11 anos para R$ 20.000,00... para R$ 30.000,00  no período seguinte (números arredondados/aproximados exclusivamente para fins ilustrativos, sem IR nem taxas), isso em termos reais, além da inflação. Que outro lugar do mundo te dá essa colher de chá ?

Think About It !!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

RENDA FIXA x RENDA VARIÁVEL

Vejo muito comentário do pessoal sobre renda variável, sobre investimento em ações, opções, índice, dólar etc. Muitos posts nas redes sociais, grupos abertos, grupos fechados sobre o assunto inundam as páginas do facebook, por exemplo. 

Aí você lembra o pessoal que eles vivem num país com uma das maiores taxas de juros reais do mundo e que portanto o investidor pode e deve se aproveitar disso, só que nesse mesmo momento você vira alvo de comentários dos "experts das contas demo" tirando sarro. 

Esse post não tem intenção de despertar nada além da curiosidade e quem sabe ajudar o pessoal a abrir suas carteiras de investimentos para novos horizontes. 

Acredito que a imagem abaixo tem muito a falar por si só, mas para refrescar a memória, o período em destaque (20/03/14 a 03/09/14) engloba a fase pré-eleição, durante o qual a taxa de juros (Selic) saiu de 10,75%aa sendo "mantida" em 11%aa até a eleição. A alta da Selic voltou a ocorrer em 29/10 (3 dias após a eleição da presidente em 26/10) passando para 11,25%aa chegando nos atuais 14,25%aa em 29/07/2015.

A título de comparação, o Ibovespa nesse mesmo período saiu de 47.278 pontos para 61.837 pontos, ou seja, uma variação de +30,79%. (resultado bruto, sem considerar custos nem impostos). 

O Título Tesouro IPCA +2035 saiu de um preço P.U. de 563,52 para 850,20, ou seja, uma variação de +50,87% (resultado bruto, sem considerar custos nem impostos).

A fim de obter esses resultados, ou próximo disso, é necessário estudar, conhecer como é a precificação dos títulos públicos, saber identificar qual momento econômico estamos vivendo, a fim de escolher o título mais adequado, senão pode ter surpresas desagradáveis caso necessite fazer saques antes do vencimento dos mesmos. Clicando aqui será direcionado para um quadro resumo (simples) da teoria por trás da escolha dos títulos públicos.

Depois de ver esses números, você até pode manter seu dinheiro na poupança, mas não poderá mais dizer que não existe investimento melhor em se tratando de renda fixa e nem que renda fixa não é tão atraente quanto a bolsa.


    Tesouro IPCA 2035
    Fonte: http://tdireto.com/graficos.php


    IBOV


terça-feira, 30 de junho de 2015

RESUMO PREGÃO - 30/06/2015


IBOV
Nessa terça-feira o índice fechou aos 53.081 pontos com valorização de +0,13%.

Hoje também foi o fechamento do mês de junho e o IBOV acumulou alta de +0,61% em relação ao fechamento do mês anterior, mas segue ainda dentro de um canal de baixa como visto abaixo no gráfico mensal.



Ao indexarmos o IBOV pelo dolar, vemos a mesma trajetória de baixa, próximo a fundo anterior referente ao pior momento da crise do subprime de 2008.



Fechamento do dia nos demais setores e contratos de dolar (DOLN15,DOLQ15) e índice futuro (INDQ15):

 
Destaques positivos do IBOV hoje: 





Destaques negativos de hoje no IBOV:



Indices setoriais no longo prazo (gráficos mensais):



SELIC
Taxa básica de juros (SELIC) também em patamares próximos aos da crise de 2008.




DI
Os contratos futuros de DI valorizaram +0,89% neste mês de junho.




TESOURO DIRETO
Os títulos mistos (Tesouro IPCA) voltaram a rentabilizar com taxas acima de 6%aa de juros reais (ou seja, acima da inflação).





DOLAR FUTURO
Neste mês de junho o contrato de dolar futuro recuou -3,28% em relação ao mês anterior.



SP500
Um dos mais representativos índices de ações americanas recuou -2,12% em junho, rompendo um alinha de tendência de alta que vinha sendo formada desde 2009.




OURO
Os contratos futuros de ouro OZ1D 250g recuaram -2,47% em junho.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

TÍTULOS PÚBLICOS - TESOURO DIRETO

Resumo com fins didáticos sobre os títulos públicos oferecidos  no site do Tesouro Direto. Para informações oficiais consulte sempre o site :  https://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto .



No geral, os títulos públicos podem ser considerados investimentos de renda fixa para aquele investidor que ficar com o título até o vencimento. Assim, receberá a taxa prá-definida (no caso dos títulos pré) ou a variação do indexador escolhido (títulos pós e mistos).

Para não ter surpresas, o investidor deve estudar e definir qual título é mais indicado para o seu perfil, necessidades e objetivos antes de investir. Descubra mais no tópico VAriação dos Preços dos Títulos (no final) ou em  http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/perfil_investimento_novosite.asp



CUSTOS



As alíquotas de imposto de renda são aplicadas sobre os rendimentos na venda antecipada, nos vencimentos dos títulos e no pagamento de cupons ocorridos nos intervalos de tempo indicados, após a aplicação inicial.

IOF
Além do IR tem também o IOF regressivo para movimentações antes de 30 dias da aplicação, mas estes não incidem nos cupons de juros.




TAXA DE CUSTÓDIA
Há também a taxa de custódia de 0,30% a.a. sobre o valor dos títulos, cobrada pela BMF&Bovespa, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Esta taxa é provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2). Por ser provisionada diariamente, é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é cobrada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia.

TAXA DA CORRETORA
Pode haver também uma taxa cobrada pela corretora, que pode ser cobrada anualmente e/ou por operação. Se informe antes de investir pois isso pode impactar nos seus resultados finais. Há corretora que cobram mais e outras que até isentam essas taxas. ara saber quais são pesquise em :  http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos_novosite/consulta_ranking.asp


VARIAÇÃO DO PREÇO DOS TÍTULOS
De um modo geral, um aumento na taxa de juros de mercado faz o valor dos títulos públicos diminuírem e quando as taxas de juros caem o valor dos títulos sobe. 




Por conta disso o investimento em títulos públicos podem ser considerados de renda fixa se o investidor carregar os títulos até o vencimento. Caso contrário, no momento do resgate antecipado ele pode ter uma rentabilidade acima ou até abaixo do contratado. O investidor deve estudar e entender melhor a dinâmica de formação dos preços dos títulos antes de investir. Para aqueles que querem conhecer um pouco mais tem material no próprio site do Tesouro : 

http://www3.tesouro.gov.br/legislacao/download/divida/decretos/Bonds_Versao_portugues_atualizado_Revisado.pdf  

ou


 http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/download/precificacao.pdf

ou

http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/download/edesp_ima_tpf.pdf


Aqui fica a recomendação para um curso que achei bem interessante com possibilidades de troca de idéias além de tirar dúvidas: http://carteirarica.com.br/renda-fixa-e-curso-tesouro-direto/


TÍTULOS DISPONÍVEIS PARA COMPRA
Os títulos disponíveis para compra e seus respectivos preços, vencimentos e taxas estão disponíveis em: http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos_novosite/consultatitulos.asp



RENTABILIDADES
As rentabilidades diárias, mensais e anuais dos títulos podem ser acompanhadas na página: 
http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade_novosite.asp



HISTÓRICO DE PREÇOS E ESTATÍSTICAS
O histórico de preços, taxas bem como estatísticas dos títulos públicos do tesouro direto podem ser baixados em planilha excel  no link: https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/balanco-e-estatisticas



Bons investimentos.


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sábado, 9 de novembro de 2013

IBOV - Semana 45 - 2013

Restando 8 semanas para o fim do ano, o gráfico semanal mostrando o #IBOV em consolidação com topos mais altos e fundos mais baixos, ou seja, indefinido. ADX < 25 também indica fase sem tendência forte o suficiente e que portanto os indicadores mais favoráveis a serem utilizados neste períodos são os osciladores. Esse descanso pode ser uma tomada de fôlego para subir ou uma ajeitada de posições para saltar morro abaixo. Devemos aguardar o Sr Mercado decidir para que lado seguirá.

O dolar segue como destaque de valorização tanto no mês quanto no ano. E adivinhe quem é o destaque negativo? #IBOV

O Risco país voltou a subir e a inflação (leia-se IPCA) permaneceu no mesmo patamar da semana passada. 

Com a meta Selic em 9.5%aa + 2,31% do Risco Pais = 11.81%. Temos títulos NTNB150519 pagando 6.14%aa + IPCA (5.84%) = 11.98%  e LTN 010116 pagando 11.91%aa. Como as taxas de juros ainda devem subir o melhor é esperar, porque se assim for os preços dos títulos, como reagem inversamente, devem cair um pouco mais.

Como ocorre em todo mês de novembro, este mês teremos a Black Friday, na 4ª sexta-feira após o feriado norte-americano de Ação de Graças, mais conhecido este ano como 29/11. O evento se carateriza por altos descontos para diversos produtos em diversas lojas. No Brasil também teremos a nossa versão. Vale a pena acompanhar e quem sabe até antecipar a compra dos presentes de Natal com um bom desconto.



sábado, 13 de julho de 2013

IBOV - Semana 28 - 2013

Nesta semana mais curta, por conta do feriado em São Paulo na terça-feira, o volume negociado no IBOV ficou abaixo de sua média de 21 períodos e no gráfico diário vemos máxima abaixo da semana anterior e mínima acima da semana anterior, ou seja, poderíamos dizer que houve um pouco de indecisão dos investidores. Se olharmos para trás no gráfico, vemos em fevereiro de 2009 um topo rompido por volta dos 43.400 pontos que pode ser uma possível região de suporte caso o índice continue seu movimento de queda e perca a região dos 45.000 pontos. Já no gráfico diário vemos divergências de alta que podem indicar (ou não) um repique da bolsa nos próximos pregões.

Neste mês, o Ouro (cotação BMF&Bovespa) superou o dólar em rentabilidade acumulada com 5.54% contra 2.32%, porém, no ano a moeda norte americana está com valorização acumulada próximo aos 11% enquanto que a Bovespa no mesmo período apresenta queda de mais de 25%.

A família "X" das ações do Eike Batista voltou a chamar a atenção no campo negativo da Bovespa. Segue link com matéria científica muito interessante do Prof. Dr Marco Caetano que alertava, já em setembro de 2012, que a OGXP3 era um ponto fraco no Ibovespa ( http://www.mudancasabruptas.com.br/Vulneraveis.html ) .

Esta semana também aconteceu a reunião do COPOM que resultou no aumento da taxa básica de juros de 8% para 8,5% ao ano. Para quem investe nos títulos públicos tem notado que os únicos que estão rendendo acima da inflação acumulada de 12 meses são os atrelados à SELIC.