quinta-feira, 1 de abril de 2021

FECHAMENTO MARÇO 2021

 

👉Resumo do terceiro mês de 2.021, quando vimos:

Aprovação do ‘American Rescue Plan’ nos EUA; PEC emergencial por aqui; Continuação do lockdown em vários países, inclusive Brasil; STF anulando todas condenações do ex-presidente Lula proferidas pela Vara Federal de Curitiba; Ex-juiz Sergio Moro sendo considerado suspeito pelo STF; Troca de Ministros, Renuncia do presidente do Banco do Brasil; Aumento de 75 bps na Taxa Selic de 2,00 para 2,75%aa; Anuncio de vacina ‘Made in Butantan’ entre outros ...

 MERCADO GLOBAL 

Índice MSCI WORLD

•Segue em alta de +2,86% no mês e de +4,57% no ano, marcando novas máximas em março.

•Esse índice representa 1.583 empresas, entre grande e médio porte, 
de 23 países de economias desenvolvidas, cobrindo aproximadamente 85% do free-float (ajustado) em cada país.


( clique nas imagens para ampliar)


Dow Jones Global
• Fechou março com +3,98%, formando um candle de alta e marcando nova máxima histórica. Foi o quinto mês consecutivo que atingiu máxima acima do mês anterior.



National Financial Conditions Index (NFCI)
•Olhando para o índice NFCI do Fed de Chicago, dados atualizados até sexta-feira 26/03, vemos que as condições financeiras dos EUA estão no lado 'looser' (abaixo de zero, ou seja, mais 'frouxas'/'flexíveis' que a média), sendo que o componente de 'risco' vem se mantendo em -0,27 desde 26/fev; o componente de 'crédito' piorou um pouco passando do nível -0,23 para -0,22; o componente de alavancagem melhorou de -0,12 para -0,14 e o NFCI passou de -0,65 para -0,63 (piorou em relação ao texto de fechamento de fevereiro, porém mantem-se 'flexível').

•Para quem não conhece o indicador, leituras positivas indicam que as condições estão 'tighter' (mais restritas que a média, podendo vir a ocorrer stress financeiro e/ou recessões) e abaixo de zero indica o oposto, ou seja, condições financeiras mais 'flexíveis'.





Quadro Resumo - Bolsas/Moedas/Commodities
•Das bolsas acompanhadas no quadro abaixo, as maiores altas no mês foram : Alemanha (+8,86%), Itália (+7,88%), México (+6,09%) e Brasil (6,00%). 


•As maiores quedas foram: China (-1,91%), Argentina (-0,93%) e Austrália (-0,63%).





•Bolsas da China e Argentina próximas à média móvel de 200 dias, assim como o dólar.

•Restante das bolsas acompanhadas seguem acima da mm200.


 MOEDAS 

Dólar/Real

•Fez máxima e mínima maiores que mês anterior, fechando em alta de +0,73%, cotado a R$ 5,63.

•No ano acumula +8,38%.

•O corpo pequeno em relação ás sombras podem ser interpretados como mais dúvida que convicção por parte dos players em relação ao movimento do mês.


•O dólar index segue em alta em 2021, fechando março aos 93,24 com +2,59%.

•Entre 94,6x e 95,1x tem região de valores que no passado atuou como resistência.



Euro/Real

•Fechou março a R$ 6,60 em queda de -2,27% e deixou máxima e mínima acima do mês anterior.

•No ano acumula +3,56%.

•No gráfico vemos que o preço novamente tocou a linha (imaginária) do canal de alta.



Dolar/Yuan Chinês
•Fechou o mês cotado a CNY 6,5526/dólar (+1,23%).

•No ano acumula +0,42%

•A cotação de CNY 6,6685/dólar é 'histórica', pois marca a entrada do Yuan na cesta de moedas do FMI, chamada em inglês de Special Drawing Rights - SDR. No dia 30/9/2016 foi feito o anúncio e o primeiro cálculo incluindo o Renmimbi foi em 03/10/2016. Nessa mesma data o contrato CN1! cotava R$ 4.842,6/Yuan




Bitcoin/Dólar


•Fechou o sexto mês consecutivo de alta, no momento do print, cotado a 58.935 dólares, uma alta de +30,09% no mês e +103,65% no ano.

•Atingiu a máxima cotação de USD 61.699.




 COMMODITIES 

Índice do Goldman Sachs (GSCI)
•Apresentou queda de -2,02% no mês mas segue em alta no ano (+14,22%), mantendo-se acima da linha (imaginária) de tendência de baixa que vem desde o topo de 2.008 e que foi superada no início deste ano (sinal gráfico de força compradora. A ver...).





Índice da Thomson Reuters (CRB)
•Fechou o mês em queda de -2,87% e no ano acumula alta de +10,23%, mantendo-se acima da linha (imaginária) de tendência de baixa que vem desde 2008 que foi superada no início deste ano.




Ouro
•Fechou o terceiro mês consecutivo em queda, deixando máxima e mínima abaixo do mês anterior, cotado a USD 1.709,8 (uma queda de -1,54% no mês e -9,96% no ano).

•A previsão do modelo macro global e expectativas dos analistas da Trading Economics era de queda, negociando a USD 1.701,44 (chegou perto).

•A previsão para o próximo trimestre é de USD 1682.56 USD/t oz e USD 1.588,40 em 12 meses. A ver ...




Prata
•Fechou março cotada a 24,41, uma queda de -8,46% em relação a fevereiro.

•A previsão da Trading Economics para o final do Q2 está em USD 23.54 t. oz e de USD 21.35 t. oz em 12 meses.



Minério de Ferro
•Fechou março cotado a USD 166,90 (+0,78%) com cotações máxima e mínima acima do mês anterior.

•Previsão do modelo da Trading Economics para o Q1 era de USD 159,23 (erro de 4,81%).

•Para o Q2 a previsão é de USD 157.72 /MT e de USD 137.76 /MT no final de 12 meses.





Cobre

•Fechou em queda de -2,37% após 5 meses de altas seguidas.

•No ano acumula alta de +13,54%.



Alumínio
•Fechou o mês em alta de +1,66% e acumula +10,78% no ano.





Petróleo
•O Tipo Brent fechou março em queda de -2,07%, cotado a USD 63, após 4 meses de altas consecutivas. No ano acumula alta de 22,52%.

•No gráfico nota-se que a máxima cotação atingiu a linha (imaginária) de uma tendência de baixa que vem desde 2012.

•Deixou máxima e mínima acima do mês anterior.



•O tipo WTI fechou o mês com queda de -3,40% cotado a USD 59,44. No ano acumula alta de 23,37%.

•Assim como no Brent, nota-se que a máxima cotação atingiu uma linha (imaginária) de tendência de baixa que vem desde 2008.

•Deixou máxima e mínima acima do mês anterior.




Gasolina
•Os contratos futuros de gasolina fecharam o quinto mês consecutivo em alta cotado a USD 1,9597/galão (+0,47%).

•No ano acumula alta de +38,98%.



Etanol
•Os contratos futuros fecharam o mês com alta de +11,54% cotados a USD 1,885 /galão.

•No ano acumula alta de +31,54%



Madeira
•Olhando para o gráfico dos contratos futuros de madeira serrada (Lumb) vemos que está em região de máxima histórica, tendo fechado março a 1009,1 (+1,36%)




•No gráfico do índice Topix Pulp & Paper da bolsa de Tóquio observamos que março foi o quinto mês de alta consecutiva fechando a 566,91 (+4,63%)



Soja
•No gráfico, dos contratos futuros da CBOT, vemos que após o rompimento da linha (imaginária) de tendência de baixa em ago/20, os preços continuaram subindo e março/21 foi o décimo mês consecutivo de alta, fechando a 1436,6 (+2,31%)



•Abaixo o gráfico da soja pelo Cepea/USP/Esalq



Boi Gordo
•Nos contratos futuros da CME vemos os preços superando  linha (imaginária) de tendência de baixa, porém abaixo dos níveis pre-cvd.

•Fechou março cotado a 120,975 (+0,81%)


•Pelos preços do Cepea a região pre CVD19 foi atingida, fechando março a 56,15 (+3,37%).





 JUROS 
•Os yields dos títulos (Bonds) de 10 anos do governo americano subiu pelo quarto mês consecutivo fechando março com 1,744.

•Os níveis pré CVD19 estão em 1,972 .



•As sondagens das expectativas de mercado para a taxa de juros americana permanecem com uma taxa entre 0-0,25%aa




Selic
•Na última reunião do Copom em 17/03/21, a taxa Selic foi elevada de 2,00%aa para 2,75%aa. A reunião mais próxima que fez movimento parecido ocorreu em jun/2010.

•A sondagem FOCUS do Banco Central do Brasil aponta uma taxa meta de 5%aa no final de 2021.

•O último nível pre CVD19 estava em 4,50%aa.



•Juros futuros seguem apontando pra cima.





 BOLSAS AMERICANAS 


•Abaixo vemos um Índice PMI composto por 5 índices de mesmo peso : novos pedidos, produção, emprego, entrega de fornecedores e níveis de estoque.

•Diz a lenda que níveis acima de 50 são positivos para economia.




SP500 (SPX)
•Segue na trajetória de alta, fazendo novas máximas.

•Fechou cotando a 3972,90, uma alta de +4,24% no mês e acumula +5,77% no ano.



•Abaixo vemos que 93,47% das ações do SP500 estão acima do preço médio de 200 dias:


•Olhando para o índice do 'medo' (VIX) que mede volatilidade das opções do mercado americano, vemos que se encontra em patamares 'baixos' de 17,3 pontos. 

•Segundo alguns estudiosos do mercado, volatilidade baixa precede um aumento de volatilidade e vice-versa (como em uma teoria de retorno à média), além de apresentar uma movimentação em sentidos inversos, ou seja, quando o preço sobe a volatilidade tende a diminuir e quando os preços caem a volatilidade tende a aumenta. Como já ouvi dizer : o mercado é um teatro cujas portas parecem largas na entrada, mas que na correria da saída se tornam bem estreitas.





•Olhando para o indicador p/l do prof. Robert Shiller (vencedor do prêmio 'Nobel de Economia' de 2013) vemos que a relação está 'cara' , o que em tese, diminui o potencial ganho futuro com ações como ilustrado nas imagens abaixo.
•Em momentos como esses, alguns analistas sugerem diminuição da exposição a ações ou quem estiver de fora deve aguardar por dias com melhores potenciais futuros.







Nasdaq (NAS100)
•Fechou o mês com 13.106,67 pontos (+1,64% no mês e +2,17% no ano).

•Não fez nova máxima e deixou mínima abaixo da anterior.




 BOLSA BRASILEIRA 

Índices Setoriais
•Março foi mês positivo para todos índices setoriais da B3, com destaque para o Imobiliário (+9,74%), Utilidades (9,53%) e de Energia Elétrica (+8,76%).

•O troféu 'lanterninha' ficou para o índice de Consumo (+2,32%).

•No acumulado do ano apenas 2 índices estão no positivo: o  de Materiais Básicos (+17,56%) e o Industrial (+7,10%).





Ibovespa
• Fechou o mês aos 116.634 pontos, acumulando +6,0% no mês e -2,0% no ano.



•Olhando para a medida de volatilidade do Ibovespa dolarizado medida pelo índice VXEWZ, vemos que está em 36,88, ou seja, voltando para região pré CVD19.

•Aqui cabe o mesmo comentário feito acima para o VIX, que volatilidade baixa é predecessora de volatilidade alta e que volatilidade alta geralmente surge em momentos de queda do mercado.




•As ações do setor de Utilidade Pública (+10,55%) e o de Petróleo, Gás & Biocombustível (+10,38%) foram os destaques positivos no mês, enquanto que as ações dos setores de Comunicações & Tecnologia da Informação (-2,71%) e do setor de Saúde (-1,44%) foram os destaques negativos.






•Abaixo o rank por variação % no ano com destaque de alta para ações da Braskem (+68,4%), Embraer (+58,3%), PetroRio (+31,5%), JBS (+28%) e Gerdau (+24,1%).

•No lado das maiores quedas vemos : Pão de Açúcar (-46,3%*), Via Varejo (-25,3%), Ezetec (-25,3%), IRB Brasil (-25,1%) e Banco do Brasil (-20,2%).


*Queda motivada pela conclusão do processo de cisão do grupo Assaí e consequente lançamento das ações ASAI3 na bolsa. Para cada ação PCAR3 que o investidor possuía, 'ganhou' 1 ASAI3.




IBOV/GOLD
•O índice ajustado pelo ouro (em dólar) teve alta de +7,94% no mês e no ano.

•O nível pré CVD19 está em torno dos 78.



Small Caps 
•Fechou o mês em alta de 4,56% e no ano acumula -0,88%.




•Das 101 ações do índice de Small Caps, 33 estão em alta e 68 em queda no acumulado do ano. Abaixo o rank por variação % acumulada :





Índice de Fundos Imobiliários (IFIX)
•Fechou o mês com -1,38% e no ano acumula -0,82%.




•Abaixo, no acumulado do ano (incluindo pregão de 1/4/21), dos 87 fundos que compõe o índice vemos 35 em alta média de +5,17% e 52 em queda média de -5,73.

•Destaque de alta para BBFI11 (+16,08%) e de queda para SPTW11 (-21,56%).




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Que abril seja melhor que março !!! 
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