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sábado, 30 de maio de 2020

FECHAMENTO DE MAIO DE 2020

Tenho me dedicado mais aos posts no Instagram, mas hoje vou deixar registrado aqui também alguns dados dos mercados após o fechamento do mês de maio de 2020.

Começando pelo acumulado no ano de alguns ativos, vemos o reflexo da pandemia no Dólar, com valorização de 32,9%, seguido do Ouro com +14%, no petróleo Brent (-43,4%),  IBOV em dolar (-43,1%), petróleo WTI (-42,1%), IBOV (-24,4%) e no SP500 (-5,8%).

Há expectativa de volta as atividades em várias cidades/países o que pode gerar (ou não) uma segunda onda de casos de gripe/pneumonia pelo COVID19.






DOLAR COMERCIAL
Após deixar uma máxima no ano na casa dos 5.97, recuou até 5.27, uma queda de -11,7%, chegando numa região essa que no passado já serviu de suporte/resistência.




OURO
Ouro por ter valor comercial e ser um recurso natural finito, é tido por alguns como uma reserva de valor, mesmo em momentos de crise.

No gráfico mensal, observamos que os preços atingiram patamares que , no passado, serviram de resistência, sendo que o topo histórico está em USD 1.909,7.


No gráfico semanal, atingiu o alvo da bandeira de alta.




PETRÓLEO
Após o evento dos preços negativos nos futuros do petróleo por conta do excesso de demanda em relação á procura (gerado, entre outros fatores, pela pandemia) os preços voltaram para dentro do canal de baixa e regiões de preços que no passado serviram como suporte. Caso volte a cair a expectativa está na região dos fundos anteriores (36.23 / 27.19). Caso siga no rumo de alta tem as regiões de 44.47 , 50.40 , 58.20 e 69,65).




MERCADOS GLOBAIS
Me chamou atenção a força do mercado americano (índice Nasdaq) e do Argentino (Merval).




SP500
Após os EUA terem anunciado socorro e injetado dinheiro no mercado, o índice SP500 se recuperou 'bem' desde a pernada de baixa entre os 3.393 pontos aos 2.191 (-35%), retornando aos patamares dos 3.044.

Acima tem gap aberto entre 3.260 e 3.328 além do topo histórico na região dos 3.393 . Para baixo tem 2.950, 2.820, 2.730, 2.345 e o fundo do ano 2.191.





IBOVESPA
Após a pernada de queda entre 119.593 e 61.691 pontos (-48,4%) o índice vem se recuperando e acelerou nas duas últimas semanas atingindo região dos 87.400 pontos (-27% em relação ao topo histórico e -24,4% no acumulado do ano). 

Não é uma recuperação da dimensão do mercado americano e pode ser reflexo não só da paralisação pela pandemia, mas também pela instabilidade política, fatores pelos quais possivelmente nosso mercado veio perdendo a atratividade dos investidores estrangeiros.




ÍNDICES SETORIAIS
Todos índices setoriais fecharam maio no positivo, com destaque de maiores altas para o de materiais básicos (12,6%) e de utilidades (11,7%) e as menores altas ficaram com o setor imobiliário (1,0%) e o financeiro (4,4%) .

No acumulado do ano todos setores estão no negativo com destaque para a maior queda: Imobiliário (-40,8%) e o de menor queda: Materiais Básicos (-12,6%).







AÇÕES DO IBOVESPA
Das 75 ações que compõe a carteira atual do Ibovespa, apenas 9 ações estão com retorno positivo variando entre +45,8% (BTOW3) e +4,3% (BEEF3).

 No lado negativo temos 66 ações variando entre -79,7% (IRBR3) e -0,6% (VALE3).






Em relação á volatilidade histórica medida pelos últimos 30 pregões (é a forma que a plataforma, que utilizo, calcula) e deixando em termos de % ao dia, temos o IBOV com 2,8% e as ações mais 'nervosas' : AZUL4 (7,6%), CVCB3 (7,4%), GOLL4 (6,6%), IRBR3 (6,4%) e VVAR3 (6,4%).

No lado das mais 'calmas' temos : TAEE11 (1,5%), VIVT4 (2,2%), EGIE3 (2,3%), RADL3 (2,4%) e CRFB3 (2,4%).





AÇÕES SMALL CAPS
Das 90 ações que compõe a carteira atual do índice de small caps, 5 ações estão com retorno positivo variando entre 30,8% (MRFG3) e 2,0% (SLCE3).

No lado negativo temos 85 ações variando entre : -75,5% (AZUL4) e -3,5% (CESP6).





Em relação á volatilidade histórica, em termos de % ao dia, temos o índice SMLL com 3,1% (acima do IBOV) e as ações mais 'nervosas' : DMMO3 (7,7%), AZUL4 (7,6%), CVCB3 (7,4%), AMAR3 (6,9%) e PRIO3 (6,9%).

No lado das mais 'calmas' temos : TAEE11 (1,5%), ALUP11 (2,2%), CAML3 (2,5%), ENBR3 (2,6%) e CESP6 (2,6%).





JUROS

Mais uma na conta da pandemia e da instabilidade política.
mercado de juros futuros após um mês de março 'agitado', segue seu rumo morro abaixo com Selic meta a 3%aa e contrato janeiro/21 apontando pra mais queda.


BITCOIN
E por último, mas não menos importante deixo um registro sobre a criptomoeda mais negociada mundialmente, o Bitcoin.

Interessante notar que o Bitcoin recuperou 'bem' a queda desde o topo recente em USD 10.500 , após ter caído até 3.782 (-64%) retornando para região dos 10.036 (-4,4% desde o topo).

Com essa realidade dos bancos centrais 'imprimindo' dinheiro, gerando dúvida em relação á capacidade de manter/honrar com as contas, esse sistema que a mais de uma década vem sendo utilizado, testado, aprimorado, pode ser uma alternativa para as pessoas realizarem suas transações. Não sei se exatamente o BTC ou outra que surgirá.






P.S. : Recentemente fazendo umas pesquisas pela internet me deparei com alguns 'fatos' que me chamaram a atenção e que parecem ter alguma 'conexão'.

Existe uma rede internacional de pagamentos (muito utilizada) conhecida  pela sigla SWIFT (
Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), fundada em 1973 inicialmente com 239 bancos de 15 países, sediada em Bruxelas. Hoje conta com mais de 200 países/locais e mais de 11.000 instituições financeiras interligadas ao sistema.

Em 2.006 apareceu envolvida numa polêmica entre Estados Unidos e União Européia, caso mostrado em publicação dos jornais New York Times, Wall Street Journal, apontando que o governo americano tinha acesso as informações do SWIFT via o programa 
"Terrorist Finance Tracking Program" .

Em 2.008 surgem publicações sobre o Bitcoin e o blockchain, uma forma de movimentar divisas de modo criptografado (seguro) e descentralizado.

Seria uma 'resposta' ao sistema atual que se mostrou 'falho' em garantir a segurança dos dados dos usuários pelo SWIFT !?



Fontes : 
https://www.swift.com/about-us
https://pt.wikipedia.org/wiki/SWIFT
https://en.wikipedia.org/wiki/Society_for_Worldwide_Interbank_Financial_Telecommunication




sexta-feira, 29 de abril de 2016

Fechamento do Mês - Abril/2016


Abril foi um mês marcado pela continuação da alta do petróleo, do ouro e da queda do dolar. Abaixo um resumo contendo informações sobre o IBOV, as ações que mais se valorizaram e as que mais sofreram desvalorização em 2016, EWZ, SP500, DJTRANS, dólar, inflação, juros, petróleo (brent e wti) e ouro.


 


 BOLSA 
O índice IBOV fechou o mês de abril aos 53.911 pontos com valorização mensal de +7,70% e anual de +24,36%.

Caso a força compradora continue a dominar, a bolsa terá como próximos possíveis alvos a região dos 58.575, 62.300 e 66.000 pontos. Para baixo 47.800 e 45.450 podem ser possíveis regiões de suporte.





MAIORES ALTAS
As 29 ações que valorizaram acima do IBOV (no ano) estão no destaque abaixo, começando pela CSNA3 +228,50%, seguida da GOAU4 +75,75%, BRAP4 +70,14%,  GGBR4 +69,03% e BVMF3 +59,32%.



MAIORES QUEDAS
Abaixo as 31 ações que desvalorizaram mais que o IBOV no ano, começando pela OIBR3 -63,75%, seguida de FIBR3 -41,78%, EMBR3 -33,08%, RUMO3 -31,89% e SUZB5 -28,15%.

Fibria, Embraer e Suzano provavelmente sofreram impacto da desvalorização do dolar (-11,93%).




ÍNDICES SETORIAIS
São sete índices setoriais, os que tiveram valorização anual acima do IBOV (+24,36%) foram: IMOB (Imobiliário) +38,51%, IFNC (Financeiro) +33,53%. 

Os que tiveram valorização abaixo do IBOV, porém positiva no ano:  UTIL (Utilidades) +21,99%, IEEX (Energia) +15,88% , IMAT (Materiais) +10,44%, ICON (Consumo) +7,74%.

O único índice setorial que apresenta rentabilidade anual negativa é o INDX (Industrial) -2,17%. 




EWZ
O ETF EWZ seria o equivalente ao nosso IBOV dolarizado e apresenta alta de +42,70% no ano, fechando abril nos 29.510 pontos. Caso continue sua trajetória de alta encontrará possíveis alvos em 38.000 e 54.560 pontos. Para baixo os 25.000 e 17.300 podem servir de suporte.





SP500
O índice americano de ações SP500 reduziu sua velocidade de subida fechando abril aos 2.065 pontos e no ano valorização acumulada de +1,05%

Quem sabe maio seja o mês de rompimento de seu topo histórico que está nos 2.134 pontos atingido em maio/2015. Para baixo possíveis alvos na região dos 1.850 e 1.650 pontos.




DJTRANS  
Alguns analistas consideram este índice DJTA - Dow Jones Transportation Average como um preditivo do mercado americano. O índice fechou abril com -0,91% e +4,83% no ano. O indicador de volume & preço OBV juntamente com o candle de indecisão estampado no gráfico mensal abaixo não são muito animadores para o mercado do Tio Sam. Se tivesse que decidir entre alta ou baixa, por essa foto, a segunda opção me parece a mais "provável" no momento, mas isso quem define é o Sr. Mercado. A ver...






 DOLAR.
O dolar comercial segue seu movimento de queda fechando abril aos R$3,4390 com queda de -4,66% no mês e de -11,93% no ano. 

Caso continue o movimento, possíveis alvos estariam na região dos R$ 3,30 e R$3,10.




  INFLAÇÃO & JUROS  

Com o PIB diminuindo (sinal de fraqueza da economia do país), a inflação medida pelo IPCA em 9,39%, retornando a 1 dígito após ter atingido nível de 10,71%, a Selic foi mantida em 14,25%aa na última reunião do COPOM, tudo isso refletindo também na queda dos juros futuros DI1F17 (13,70%).

Boa notícia para ramos de atividade tais como o imobiliário e os intensivos em capital (como indústrias), pois já cogitam que o BACEN possa reduzir a SELIC.





 PETRÓLEO 
O Brent depois de atingir a mínima cotação de USD 27.19 em janeiro, iniciou a retomada da alta e fechou abril aos USD 47.32, alta de +17,86% no mês e de +26,93% no ano.

Caso continue a alta, próxima região de possível alvo está em torno dos USD 60,00 depois dos USD 70,00 . Abaixo temos a região dos USD 40,00 como possível alvo.



O WTI depois de atingir a mínima cotação de USD 26,29 em fevereiro, iniciou a retomada da alta e fechou abril aos USD 46,02, alta de +20,06% no mês e de +23,98% no ano.

Caso continue a alta, próxima região de possível alvo está em torno dos USD 55,00 depois dos USD 65,00 . Abaixo temos a região dos USD 40,00 como possível alvo.




 OURO 
Após breves férias de um mês, as cotações do Ouro voltaram a subir fechando abril aos USD 1.293,40, representando alta de +4,86% no mês e de +21,79%no ano. O topo histórico está em USD 1.909,70 (atingido em set/11).
 



O Ouro OZ1D 250g negociado na BMF&Bovespa fechou abril a 143,00, uma desvalorização de -0,35% no mês, porém acumula alta de +5,54% no ano.
A cotação máxima de 160,70 foi atingida em fev deste ano.