sábado, 25 de julho de 2020

🔴FECHAMENTO PREGÃO 24/07/2020


Mercado Global

A semana teve mais um capítulo no conturbado relacionamento entre as duas maiores potencias mundiais : Estados Unidos da América e a República Popular da China, iniciando com USA mandando fechar, na última quarta-feira, dia 22,  o consulado da China em Houston, Texas (por questões envolvendo espionagem de vacinas). Chegou a circular em redes sociais, um vídeo mostrando, o que seriam, funcionários queimando papéis numa área ao ar livre dentro da embaixada. 


A resposta do governo Chinês veio na sexta-feira, dia 24,  com o pedido do fechamento do consulado dos Estados Unidos na cidade de Chengdu.

Na sexta-feira os mercados reagiram com a bolsa chinesa caindo -3,86% , a americana Nasdaq -0,92% e o SP500 -0,62%. Por aqui o Ibov fechou estável (+0,09%).

Das bolsas presentes no gráfico/tabela abaixo a maioria (10 de 13) estão em alta no mês, com exceção da bolsa na Rússia, Inglaterra e México.

No ano vemos em alta🔺: as bolsas da China (SSE Comp +4,81%), USA  (Nasdaq +20,04%) e Argentina (Merval +16,64%). Maior queda🔻 no ano fica com a bolsa da Inglaterra (FTSE -18,81%) seguida pela do México (BMX -14,04%) e do Brasil (Ibov -14,04%).


           (clique para ampliar)

Commodities
As commodities de energia, no geral estão em queda com petróleo Brent acumulando no ano -34,64%.




As commodities metálicas seguem um perfil mais de alta com ouro acumulando 25,33% no ano e próximo ao topo histórico e ouro em Reais acumula no ano +55,93% (contrato OZ1D). O minério de ferro em alta +26,85% (em dólar) .



As agrícolas seguem abaixo do ultimo topo mais alto com exceção da madeira de construção e do suco e laranja.



Moedas
Euro segue valorizado em relação ao Real, acumulando no ano +34,70% e o Dolar +29,08%.





A cesta de moedas DXY em região de mínimas do ano, sinalizando a fraqueza do dolar perante o Euro, Iene, Libra, Dolar Canadense, Coroa Sueca e o Franco Suiço.




As reservas cambiais do Brasil vem aumentando desde o fundo formado em abril. Ultima informação mostra o acumulado de USD 353,3 B.








Mercado Nacional
Por aqui, o índice setorial mais forte no ano é o de materiais básicos (-0,3%) e o mais fraco o Imobiliário (-25,6%) enquanto que o Ibov está com acumulado de -11,5%.

No mês todos os índices setoriais estão em alta liderados pelo Financeiro (+9,7%) seguido pelo Industrial (+9,2%) e pelo de Materiais Básicos (+8,5%). O mais atrasado no mês é o setor Imobiliário (+6,0%) com IBOV +7,7%.



Ibovespa
Das 75 ações do Ibovespa temos 23 em alta e 52 em queda no ano, com destaque positivos para as ações BTOW3 (93,4%), WEGE3 (93,4%), VVAR3 (74,9%), MGLU3 (67,1%) e B3SA3 (56%). Entre as maiores quedas do ano estão as ações IRBR3 (-76,8%), AZUL4 (-64,8%), EMBR3 (-59,4%), HGTX3 (-56,5%) e CVCB3 (-49,9%).

No mês o Ibovespa está com 66 ações em alta contra 9 em queda.

Destaques das Top 5 abaixo no dia, na semana, no mês e no ano
:



 


Curiosidade: algumas das ações que apresentam maiores quedas no ano, também são as que apresentam maior volatilidade, corroborando com aquela frase de mercado de diz que 'sobe de escada, desce de elevador'.



Small Caps
Das 90 ações do índice de Small Caps vemos 16 em alta e 74 em queda no ano, com destaque positivos para as ações VVAR3 (74,9%), MRFG3 (48,9%), CAML3 (34,2%), JHSF3 (28,6%) e BIDI4 (18%). Entre as maiores quedas do ano estão as ações AZUL4 (-64,8%), SMLS3 (-61,2%), EMBR3 (-59,4%), HGTX3 (-56,5%) e DMMO3 (-50,2%).

No mês o índice Small Caps está com 64 ações em alta contra 24 em queda.

Destaques das Top 5 abaixo no dia, na semana, no mês e no ano
:



Aqui também vemos algumas das maiores quedas no ano com volatilidades mais altas.


O termômetro do índice de força relativa (IFR) continua mais 'quente' para as ações dIbovespa que para as do Small Caps.


No caso do Ibov, 75% das ações estão acima da linha de 50% e no Small Caps 54%, ficando a dúvida se este está na frente ou atrasado.

 


Juros
Os juros futuros seguem apontando para baixo, o que em tese seria um vetor de bolsa pra cima e dolar pra baixo.




Títulos americanos de 5 anos com taxa de 0,26%aa ; 10 anos com 0,582%aa e de 30 anos com 1,249%aa e todos também 'olhando' para baixo.



sábado, 30 de maio de 2020

FECHAMENTO DE MAIO DE 2020

Tenho me dedicado mais aos posts no Instagram, mas hoje vou deixar registrado aqui também alguns dados dos mercados após o fechamento do mês de maio de 2020.

Começando pelo acumulado no ano de alguns ativos, vemos o reflexo da pandemia no Dólar, com valorização de 32,9%, seguido do Ouro com +14%, no petróleo Brent (-43,4%),  IBOV em dolar (-43,1%), petróleo WTI (-42,1%), IBOV (-24,4%) e no SP500 (-5,8%).

Há expectativa de volta as atividades em várias cidades/países o que pode gerar (ou não) uma segunda onda de casos de gripe/pneumonia pelo COVID19.






DOLAR COMERCIAL
Após deixar uma máxima no ano na casa dos 5.97, recuou até 5.27, uma queda de -11,7%, chegando numa região essa que no passado já serviu de suporte/resistência.




OURO
Ouro por ter valor comercial e ser um recurso natural finito, é tido por alguns como uma reserva de valor, mesmo em momentos de crise.

No gráfico mensal, observamos que os preços atingiram patamares que , no passado, serviram de resistência, sendo que o topo histórico está em USD 1.909,7.


No gráfico semanal, atingiu o alvo da bandeira de alta.




PETRÓLEO
Após o evento dos preços negativos nos futuros do petróleo por conta do excesso de demanda em relação á procura (gerado, entre outros fatores, pela pandemia) os preços voltaram para dentro do canal de baixa e regiões de preços que no passado serviram como suporte. Caso volte a cair a expectativa está na região dos fundos anteriores (36.23 / 27.19). Caso siga no rumo de alta tem as regiões de 44.47 , 50.40 , 58.20 e 69,65).




MERCADOS GLOBAIS
Me chamou atenção a força do mercado americano (índice Nasdaq) e do Argentino (Merval).




SP500
Após os EUA terem anunciado socorro e injetado dinheiro no mercado, o índice SP500 se recuperou 'bem' desde a pernada de baixa entre os 3.393 pontos aos 2.191 (-35%), retornando aos patamares dos 3.044.

Acima tem gap aberto entre 3.260 e 3.328 além do topo histórico na região dos 3.393 . Para baixo tem 2.950, 2.820, 2.730, 2.345 e o fundo do ano 2.191.





IBOVESPA
Após a pernada de queda entre 119.593 e 61.691 pontos (-48,4%) o índice vem se recuperando e acelerou nas duas últimas semanas atingindo região dos 87.400 pontos (-27% em relação ao topo histórico e -24,4% no acumulado do ano). 

Não é uma recuperação da dimensão do mercado americano e pode ser reflexo não só da paralisação pela pandemia, mas também pela instabilidade política, fatores pelos quais possivelmente nosso mercado veio perdendo a atratividade dos investidores estrangeiros.




ÍNDICES SETORIAIS
Todos índices setoriais fecharam maio no positivo, com destaque de maiores altas para o de materiais básicos (12,6%) e de utilidades (11,7%) e as menores altas ficaram com o setor imobiliário (1,0%) e o financeiro (4,4%) .

No acumulado do ano todos setores estão no negativo com destaque para a maior queda: Imobiliário (-40,8%) e o de menor queda: Materiais Básicos (-12,6%).







AÇÕES DO IBOVESPA
Das 75 ações que compõe a carteira atual do Ibovespa, apenas 9 ações estão com retorno positivo variando entre +45,8% (BTOW3) e +4,3% (BEEF3).

 No lado negativo temos 66 ações variando entre -79,7% (IRBR3) e -0,6% (VALE3).






Em relação á volatilidade histórica medida pelos últimos 30 pregões (é a forma que a plataforma, que utilizo, calcula) e deixando em termos de % ao dia, temos o IBOV com 2,8% e as ações mais 'nervosas' : AZUL4 (7,6%), CVCB3 (7,4%), GOLL4 (6,6%), IRBR3 (6,4%) e VVAR3 (6,4%).

No lado das mais 'calmas' temos : TAEE11 (1,5%), VIVT4 (2,2%), EGIE3 (2,3%), RADL3 (2,4%) e CRFB3 (2,4%).





AÇÕES SMALL CAPS
Das 90 ações que compõe a carteira atual do índice de small caps, 5 ações estão com retorno positivo variando entre 30,8% (MRFG3) e 2,0% (SLCE3).

No lado negativo temos 85 ações variando entre : -75,5% (AZUL4) e -3,5% (CESP6).





Em relação á volatilidade histórica, em termos de % ao dia, temos o índice SMLL com 3,1% (acima do IBOV) e as ações mais 'nervosas' : DMMO3 (7,7%), AZUL4 (7,6%), CVCB3 (7,4%), AMAR3 (6,9%) e PRIO3 (6,9%).

No lado das mais 'calmas' temos : TAEE11 (1,5%), ALUP11 (2,2%), CAML3 (2,5%), ENBR3 (2,6%) e CESP6 (2,6%).





JUROS

Mais uma na conta da pandemia e da instabilidade política.
mercado de juros futuros após um mês de março 'agitado', segue seu rumo morro abaixo com Selic meta a 3%aa e contrato janeiro/21 apontando pra mais queda.


BITCOIN
E por último, mas não menos importante deixo um registro sobre a criptomoeda mais negociada mundialmente, o Bitcoin.

Interessante notar que o Bitcoin recuperou 'bem' a queda desde o topo recente em USD 10.500 , após ter caído até 3.782 (-64%) retornando para região dos 10.036 (-4,4% desde o topo).

Com essa realidade dos bancos centrais 'imprimindo' dinheiro, gerando dúvida em relação á capacidade de manter/honrar com as contas, esse sistema que a mais de uma década vem sendo utilizado, testado, aprimorado, pode ser uma alternativa para as pessoas realizarem suas transações. Não sei se exatamente o BTC ou outra que surgirá.






P.S. : Recentemente fazendo umas pesquisas pela internet me deparei com alguns 'fatos' que me chamaram a atenção e que parecem ter alguma 'conexão'.

Existe uma rede internacional de pagamentos (muito utilizada) conhecida  pela sigla SWIFT (
Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), fundada em 1973 inicialmente com 239 bancos de 15 países, sediada em Bruxelas. Hoje conta com mais de 200 países/locais e mais de 11.000 instituições financeiras interligadas ao sistema.

Em 2.006 apareceu envolvida numa polêmica entre Estados Unidos e União Européia, caso mostrado em publicação dos jornais New York Times, Wall Street Journal, apontando que o governo americano tinha acesso as informações do SWIFT via o programa 
"Terrorist Finance Tracking Program" .

Em 2.008 surgem publicações sobre o Bitcoin e o blockchain, uma forma de movimentar divisas de modo criptografado (seguro) e descentralizado.

Seria uma 'resposta' ao sistema atual que se mostrou 'falho' em garantir a segurança dos dados dos usuários pelo SWIFT !?



Fontes : 
https://www.swift.com/about-us
https://pt.wikipedia.org/wiki/SWIFT
https://en.wikipedia.org/wiki/Society_for_Worldwide_Interbank_Financial_Telecommunication




sábado, 1 de fevereiro de 2020

FECHAMENTO DE JANEIRO DE 2020

E lá se foi o primeiro mês de 2.020 e que venham os próximos 11...

Abaixo posto algumas curiosidades sobre o mercado.



O IBOV fechou o acumulado de janeiro em queda de -1,63%

Dos 73 ativos que compõe o índice, 41 fecharam o mês em alta e 32 em queda. 

Os 5 ativos que mais valorizaram foram : Via Varejo (+25,3%), Natura (+23%), Magazine Luiza (+17), Totvs (+15%) e IRB Brasil (+15%) arredondando. 

Os 5 papéis que tiveram queda mais forte no mês foram : Hering (-27%), CVC (-16%), Cielo (-15%), Brasil Foods (-13%) e Itau (-11%).





Observando os 22 pregões de janeiro, em relação às 41 ações que fecharam o mês com alguma alta, temos que a média de alta foi de +7,9% , variando entre 0,3 e 25,3%.

Se as informações estiverem corretas, dessas ações , o período médio de pregões em alta (fechamento > anterior) foi de 51% dos dias, variando entre 32 e 68%. Pegando o exemplo da Magazine Luiza que teve alta de 17,1% no mês, dos 22 pregões teve : 12 dias em queda, 9 em alta e 1 no zero-a-zero.

Para as 32 ações que fecharam o mês com alguma queda temos uma média de -6,87%, variando entre -0,03 e -27,1%.

Dessas ações, 
o período médio de pregões em queda (fechamento > anterior) foi de 56% dos dias, variando entre 41 e 68%. 

Assim fica um pouco mais claro identificar que é muito raro uma ação subir ou cair em linha reta, que a escolha das ações para compor uma carteira pode ter efeito nos resultados finais e que  limitar as grandes perdas e deixar os lucros correrem podem ser estratégias a serem estudadas e implementadas. Coisas fácies de escrever, de ler mas que na prática até os grandes investidores/analistas dizem que não é tarefa simples de se fazer, principalmente para o investidor pessoa física.




Abaixo um resumo com uma "foto" da volatilidade histórica das ações do Ibov , medida nos últimos 30 pregões e anualizada para 360 dias (conforme info da plataforma).

É uma medida de quanto a ação "pode" variar num ano, tomando-se como base o perfil de movimentação desses 30 pregões. 

Interesante notar o efeito : a primeira da lista abaixo (Via Varejo) é a ação do IBOV com maior valorização no mês (+25,3%) e a terceira ação , a Hering foi a ação do IBOV que mais se desvalorizou (-27,1%), ou seja, essa medição da volatilidade indica que a ação pode andar muito, mas não diz pra qual lado. 

Ações com baixa volatilidade podem ser mais "comportadas" que as outras, caso mantenham esse perfil do passado no futuro, como por exemplo as ações da Taesa que fecharam janeiro acumulando perdas de -0,7% ou a EDB (ENBR3) que fechou com +2,7%.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

CURIOSIDADES DO IBOVESPA

Como aquecimento para os posts de 2.020 fiz uma captura de informações sobre o Ibovespa (via o Terminal Enfoque) e ( se os dados estiverem corretos) encontrei os seguintes números (dados não ajustados) :


  • Cotações desde 1.964 a 2.019 (56 anos)
  • 44 anos fechando em alta
  • 12 anos fechando em queda
  • Maior sequencia de anos em alta : 1973 a 1994 (22 anos)
  • Maior sequencia mais recente de anos em alta : 2003 a 2007 (5 anos)
  • Maior sequencia de anos em queda : 2000 a 2002 (3 anos) ; 2013 a 2015 (3 anos)




Dados mais recentes (via plataforma Profit) :




Anos terminados em 7 e 9 foram mais "altistas" e os terminados em 1,2,5 e 8 foram mais "baixistas" :